Eu e o álcool? Uma longa história.
Nem sempre um desastre, mas definitivamente complicada.
Já tentei parar várias vezes. Às vezes por semanas, às vezes por anos. Minha primeira grande vitória? 2009–2010 — quase um ano inteiro sem beber. Sem cerveja, sem vinho, nada.
E o resultado? Consegui o que todos achavam impossível — me mudar para a Alemanha. Muitos diziam: “Esse cara tá maluco, nunca vai conseguir!” Mas eu consegui.
Um dia conto a história completa dessa mudança.
Hoje o assunto é outro: Sobriedade. E o que ela fez comigo.
“Você entrou numa seita?” 😅
Essa foi uma teoria real.
Principalmente durante o primeiro ano sóbrio.
Na época, quase todos os meus amigos estavam fazendo 30 anos — festas toda semana. E eu? Com um copo de água na mão, enquanto todo mundo bebia e dançava.
Antes disso? Eu era o cara bêbado e animado, sempre o centro da festa (pelo menos, era isso que eu achava). 😅
De repente, apareço sóbrio e… começaram os boatos.
“Ele ficou religioso.”
“Certeza que entrou numa seita.”
Não tentei convencer ninguém do contrário.
A melhor fase da minha vida… até cair. 💥
De 2012 até o final de 2014, fiquei sóbrio de novo.
E, sinceramente? Foi uma das fases mais produtivas da minha vida.
• Abri meu primeiro negócio na Alemanha.
• Consegui investidores e o negócio cresceu rápido.
• Comecei a correr — primeiro alguns quilômetros, depois 30–40 km por semana.
• Corri duas meias-maratonas em 2013.
• Perdi 20 kg e me sentia imparável.
Mas aí veio a queda. E foi forte.
Talvez a euforia tenha me deixado cego — troquei o efeito do álcool pela adrenalina do sucesso. E não vi o tombo chegando.
E então? Vodka, montanhas… e carne. 🍾🥩
Ano Novo de 2015, nas Montanhas dos Cárpatos.
Depois de dois anos sóbrio… vodka na mesa, comidas típicas ucranianas, amigos, risadas.
E eu amando tudo isso.
O detalhe?
Eu era vegano há mais de um ano. 😂
Mas naquela noite? Vodka, carne, tudo liberado.
Foi como recuperar um pedaço que eu achava que tinha perdido.
2 de dezembro de 2024 – O Novo Começo.
E agora estou aqui.
No dia 2 de dezembro de 2024, decidi parar de beber. De verdade.
Não foi fácil.
As primeiras semanas foram um desafio. Várias vezes pensei: “Um copo não vai fazer mal…” Mas resisti.
E agora? É diferente. Energia, clareza mental, foco.
E, o melhor: aquela voz interna pedindo um drink? Sumiu.
“E agora?”
Agora sigo em frente.
Não vou pregar o estilo de vida sem álcool. Mas posso dizer: estou me sentindo muito bem.
E claro… só vou compartilhar 20% da história. 😉
Mas esses 20% valem a pena.
🚀